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Minicursos dão início às atividades do I Encontro de Iniciação Científica

Evento começou nesta terça-feira (5) e seguirá até quinta (7) com mais minicursos e apresentações de projetos de pesquisa.

por Lidiane Neves - jornalista publicado: 05/06/2018 20h54 última modificação: 06/06/2018 02h55
Exibir carrossel de imagens Temas também atraíram público externo.

Temas também atraíram público externo.

O I Encontro de Iniciação Científica (Enic) do Campus Penedo começou nesta terça-feira (5), oferecendo minicursos para quem, por interesse ou necessidade, busca se integrar ao mundo da pesquisa acadêmica. As informações trabalhadas foram desde as mais básicas, como o que é currículo Lattes, até as que permitem identificar a metodologia de análise de dados mais apropriada para os diferentes tipos de estudo.

Padrão nacional no registro da vida acadêmica de estudantes e pesquisadores do país, o currículo Lattes é hoje adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa do Brasil. Segundo o professor e coordenador de Pesquisa do Ifal Penedo, Adriano Souza, é no ensino médio que os estudantes já devem criar seu perfil na plataforma do CNPq. “É necessário preenchê-lo corretamente e com seriedade. As informações devem ser verdadeiras. É importante também saber que há várias possibilidades de trabalho que alimentam o currículo: publicações, organização de eventos, palestras etc.”, ressaltou o docente, ao conduzir o minicurso Construção do “perfil” pesquisador: ferramentas propedêuticas.

Marília Santos Silva, aluna do 2º ano do curso técnico em Meio Ambiente.Durante as quatro horas de atividades, ele também fez uma abordagem geral sobre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); os Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti); algumas regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); e ferramentas que constroem um perfil para quem inicia na área de pesquisa.

“Gostei muito da proposta do minicurso. Sobre a Plataforma Lattes, por exemplo, já tinha ouvido falar, mas apenas sobre a área do currículo. Não sabia que era tão ampla, com informações tão interessantes sobre a produção científica do país”, destacou Marília Santos Silva, aluna do 2º ano do curso técnico em Meio Ambiente. Para quem não conhece, a Plataforma Lattes representa a experiência do CNPq na integração de bases de dados de currículos, grupos de pesquisa e instituições em um único sistema de informações.

Jaime Soares dos Santos, aluno da Ufal em Penedo.Além de estudantes do próprio campus, os minicursos do I Enic atraíram pessoas da comunidade externa, algumas delas egressas do Ifal Penedo. Foi o caso do técnico em Açúcar e Álcool, Jaime Soares dos Santos, hoje aluno da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no curso de Engenharia de Produção. “Ao ter acesso à programação do evento, percebi que os temas poderiam contribuir significativamente para minha formação, já que tenho interesse na área de pesquisa”, justificou o universitário, também inscrito no minicurso sobre gêneros acadêmicos à luz da ABNT, que acontecerá nesta quarta-feira (6).

Todos os minicursos do Encontro de Iniciação Científica têm como facilitadores os docentes do Campus Penedo. Nesse primeiro dia de atividades, o de análise de dados nas modalidades qualitativo e quantitativo foi ministrado pelas professoras Cleyla Calheiros e Alline Lamenha, do quadro de disciplinas técnicas. Outro minicurso que colaborou diretamente para a introdução de pessoas no mundo do conhecimento científico foi o ministrado pelo professor de Sociologia, Márcio Abreu, que apresentou alguns caminhos para elaboração de projetos de pesquisa.

Minicurso sobre introdução química forense.CSI Alagoas – Relacionado às práticas de investigações atinentes aos cursos técnicos, o minicurso CSI Alagoas: investigação criminal em Penedo completou a oferta do Enic nessa terça-feira. O objetivo foi apresentar um dos ramos da química pouco conhecido dos estudantes, mas muito antigo.

Trata-se da química forense, definida pela aplicação dos conhecimentos da química e toxicologia no campo legal ou judicial. Em resumo, é a investigação química de crimes. “Dedica-se, principalmente, à parte de análise de provas para serem usadas como base de testemunhas”, explicou o professor Márcio Gomes. Segundo ele, muitos alunos acham que a química se restringe à preparação de amostras e análises no ramo industrial. “Nossa ideia foi justamente ampliar essa visão e mostrar que a realidade do famoso seriado CSI não é algo tão distante”, concluiu o docente, que usou como exemplo casos de crimes brasileiros elucidados com a ajuda da química forense.

A programação do I Enic seguirá até quinta-feira (7), com atividades simultâneas a III Semana de Meio Ambiente. Para esta quarta, estão previstos mais três minicursos: Gêneros acadêmicos – resumo, artigo e TCC – à luz da ABNT; Como escrever metodologias em trabalhos científicos; e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no ensino de química. No último dia, o evento será encerrado com mais um minicurso sobre dicas e regras para apresentações em Power Point e as comunicações orais dos projetos de iniciação científica em andamento no Campus Penedo.