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Mais de mil preservativos distribuídos aos estudantes

por Bartolomeu Honorato publicado: 08/02/2018 12h25 última modificação: 09/02/2018 09h36

Mais de mil preservativos foram distribuídos a estudantes e servidores durante o lançamento da campanha de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Instituto Federal de Alagoas, campus Maragogi, nesta quinta-feira (8). A ação #vamoscombinar também esclareceu dúvidas sobre formas de contágio e tratamento dessas doenças.

Ao som de frevo, o setor de Enfermagem do campus Maragogi visitou salas de aulas e pátio da escola para distribuir camisinhas masculinas e femininas aos alunos. Também foi montado um stand para entrega de panfletos. No local, as profissionais de saúde deram orientações de prevenção e de tratamento do HIV, HPV, sífilis, candidíase e herpes na rede pública de saúde.

“Eles têm dúvidas em relação aos sinais e aos sintomas das ISTs, uso correto do preservativo masculino e feminino e o que é o teste rápido e como fazê-lo no Sistema Único de Saúde”, declarou a enfermeira Fabiana Guedes. Ela acrescentou que os exames rápidos de detecção dessas doenças podem ser feitos em situações de relações sexuais sem proteção, em casos de rompimento de preservativos ou em qualquer momento que o jovem desejar fazê-lo.

A estudante Aline Andreia dos Santos, do 4º ano de Hospedagem, acredita que ações similares ao do setor de Enfermagem também ajudam os jovens a quebrar tabus sobre o uso de camisinhas. “Alguns jovens ainda têm preconceitos sobre o uso dela. Não querem perguntar como usá-la. A camisinha é justamente para se prevenir de doenças e até evitar gravidez”, disse.

O programa de Combate às ISTs da Secretaria de Saúde de Alagoas registrou 373 casos de Aids em 2016 e 361 em 2017. No entanto, os casos de infecção pelo vírus, quando a doença ainda não se manifestou, subiram de 680 em 2016 para 791 em 2017.

Segundo a técnica de Enfermagem Chrisjacele Santos Ferreira, a causa do aumento dos números em Alagoas é a resistência ao uso dos preservativos. “Eles acham incômodo por atrapalhar a relação e outros não gostam mesmo de usá-los. Existe também a parcela de jovens que acreditam que o parceiro não tem doenças”, explicou a técnica de Enfermagem. A ação #vamoscombinar é uma campanha desenvolvida pelo Ministério da Saúde para o período de Carnaval.