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Empreendedorismo, meio ambiente, ciência e cultura diversificam Mostra do Campus Maragogi

Por dois dias, comunidade e estudantes trocam conhecimentos na unidade do Ifal, do litoral norte alagoano

por Jhonathan Pino - jornalista publicado: 27/11/2019 12h24 última modificação: 28/11/2019 11h00

O empresário na área de hotelaria, Derek Riva, abriu o primeiro dia de atividades da 2ª Mostra de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campus Maragogi, nesta quarta-feira, 26. Os alunos da unidade lotaram o auditório para ouvir a trajetória profissional do paranaense que mudou de vida para colocar em prática o sonho de empreender. “Quando você começa a empreender, você tem que explorar o que não sabe. Você tem que descobrir como fazer diferente”, instigava o palestrante, aos ouvidos atentos do público.

Em meio às diversas atividades que aconteciam no Campus, entre oficinas, exposições fotográficas, escambo literário e batalha de Rap, Derek havia sido convidado pela organização para demarcar um das temáticas abordadas na edição do evento deste ano: o empreendedorismo. Ele disse ter atendido ao chamado, porque tinha vontade de compartilhar com os alunos como a atividade do empreendedorismo pode transformar suas vidas.Derek Riva ilustrou uma trajetória de empreendedorismo a partir de suas experriências pessoais.JPG

“Eu trabalhei como comissário de bordo por 10 anos e lá eu percebi que não estava para servir batatinha, ou vender nada para ninguém. Eu estava atuando para tornar a experiência de bordo dos passageiros a melhor possível. Completei meu ciclo na aviação, ganhei vários prêmios, mas achei que estava no fim. Então minha questão era ‘o que fazer, depois de tanto tempo atuando com a mesma coisa?’. Foi quando eu iniciei uma start-up”.

Derek pontuou que na start-up teve contato com outros profissionais empreendedores e acadêmicos. Lá, percebeu que tinha muita coisa para passar para as pessoas, mas reforçou que o que deu o giro na sua vida foi partir para o litoral norte de Alagoas, para empreender seu próprio negócio e ainda ajudar a mudar as condições socioeconômicas da população local.

“Eu queria trabalhar de bermuda. Vendi a casa em três meses, botei tudo dentro de um carro e rodei 3.200 km, em seis dias, até que cheguei aqui, em Maragogi. A gente rodou três semanas até encontrar um imóvel para arrendar e desde o dia 1º de julho estamos com a pousada funcionando”, pontuou o palestrante.

Kadja Monaysa Mendonça sensibilizou alunos para necessidade de não esperar poder público para proteger e conservar o meio ambiente.jpgPara abordar o outro tema em destaque no evento, a conservação ambiental, o Campus convidou Kadja Monaysa Mendonça, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Ela levou para a unidade um panorama da situação de conservação e degradação no estado de Alagoas e procurou sensibilizar os alunos para atender à própria jurisdição da área, que estabelece a necessidade da população atuar de forma ativa, na proteção do meio ambiente. “Eu trouxe alguns dados e demonstrativos desse panorama, de ambientes que estão conservados e daqueles que podem ser degradadas por ações antrópicas, por meio de aspectos naturais”, resumiu.A aluna de Agroecologia, Ana Clara Pestun Blosi, orientou o primeiro contato dos alunos com microscópios eletrônicos.jpg

O dia contou com oficinas como de Plantas alimentícias não convencionais (Panc), Slam, Xadrez e introdução à Microscopia. A aluna de Agroecologia, Ana Clara Pestun Blosi fez uma introdução sobre a história da evolução e das partes componentes do equipamento. Já o professor de Filosofia, Renato Libardi, abordou aspectos da Defesa dos Animais, em seus diferentes momentos históricos, apontando o desleixo da ciência, como da religião com as espécies animais.

Professor Renato Libardi refletiu sobre o tratamento dado aos animais em diferentes tempos históricos da huimanidade.jpg“Na própria modernidade, o nosso grande matemático e filósofo René Descartes vai dizer que os animais não sofrem. Ele acreditava que o mundo material funcionava como uma máquina; que os seres humanos e os animais são como robôs. No entanto, ele vai dizer que os homens são animais que têm alma, as outras espécies não têm alma e por isso não senteriam dor. Isso foi um argumento fortíssimo para justificar a vivissecção, que é o teste com animais, em laboratório, tais como abrir um cachorro vivo, geralmente, sem anestesia”.

Avaliação de projetos

Além das palestras e oficinas, os dois dias do evento contam com mesas de conversa e Feiras de Ciência, que apresentam em conjunto, um panorama dos projetos desenvolvidos pela Unidade. Para um dos organizadores da Mostra, o coordenador de Pesquisa do Campus, Joabe Melo, trata-se de um evento singular na unidade, que procurar trazer a comunidade para o Campus Maragogi. Ele relata que o número de inscritos aproximava-se de 400, ainda na manhã do primeiro dia de evento, entre eles, moradores e empresários da região, além de representantes de instituições públicas.Oficina de Unidade de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), coordenada pelo professor Alcides Militão,  foi a primeira atividade da Mostra.JPG

“Temos atividades para fomentar o empreendedorismo. Mas nesse evento, como a gente não teve o Conac [Congresso Acadêmico], por razões do contingenciamento, na Mostra também ocorre a avaliação final dos projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos no Campus”, pontuou Joabe, que também foi palestrante de um workshop, sobre o Projeto Centelha.

O coordenador de extensão, Cassiano Henrique, lembra que os projetos da área são a interface da instituição com a comunidade. "Nesse evento, vamos ver o que os 25 projetos de extensão vem desenvolvendo, porque queremos que toda a região perceba a contribuição que o Ifal tem a oferecer”, pontuou.

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