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Observação de manchas solares e de astros reúne estudantes

Debate sobre o que é ciência, vida extraterrestre e lançamento de foguetes também fizeram parte da programação

por Bartolomeu Honorato publicado: 09/02/2019 11h54 última modificação: 09/02/2019 12h47
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Alunos puderam ver astros com telescópio

Lançamento de foguetes, observação de manchas solares e astros com telescópio, debate sobre universo, vida em marte e ufologia. Foi assim o dia dedicado à ciência, no Instituto Federal de Alagoas, campus Maragogi, na última quinta-feira (7). A ação fez parte do projeto itinerante ‘Desvendando o céu austral’, organizado pelo pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

No período da manhã, estudantes e professores acompanharam a palestra ‘Uma viagem pelo universo’, que foi ministrada pelo professor de Física, Antônio Carlos Miranda. Um dos assuntos que mais chamaram a atenção do público foi a vida extraterrestre. “Há relatos de extraterrestres em poder da Nasa. Filmes e depoimentos de ufólogos contam isso”, afirma. Segundo o professor, a ufologia gera resistência no meio acadêmico.

“Os professores de Física não gostam desses temas em sala de aula. É apenas uma curiosidade que levo aos alunos para separar o que é ciência e o que não é. A ciência e a pseudo-ciência estão entrando em nossos ouvidos pela televisão, celular. Por isso, a gente precisa de uma universidade e um instituto federal para mostrar o que é ciência e o que não é”, explica Antônio Carlos Miranda, conhecido no país por ser um dos maiores divulgadores da ciência.

Observação de manchas solaresA observação de machas solares no período da manhã e de astros à noite foi outro momento que despertou a curiosidade de estudantes. A aluna Daniela Firmino viu pela primeira vez o sol por meio do telescópio. “Eu fiquei surpresa. Não imagina que ele era da cor alaranjada. Quando a gente tenta fazer a foto do sol com uso de celular, ele fica amarelo. Vendo no telescópio, é outra coisa. É muito bonito”, descreve a estudante do campus Maragogi.

Responsável por trazer o projeto para Maragogi, o professor de Física, Eric Oliveira ,diz que a ideia é popularizar o acesso à ciência em cidades do interior. “É indiscutível a importância de um evento desse tipo, em que atividades em ambientes informais, como planetários, mostras científicas e museus, encontram-se em desvantagem no interior do Brasil, principalmente em nossa região”, afirma. Segundo ele, novas programações de ciência estão na pauta de discussão do campus. “Esperamos estreitar a relação com o grupo por meio parcerias em futuros eventos e projetos relacionados a Astronomia e Astronáutica”, acrescenta.