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Workshop do Ifal Arapiraca mostra o passo a passo da Pesquisa

Oficinas, palestras, apresentação de práticas exitosas e outras atividades incentivam alunos e servidores a iniciar projetos de Pesquisa

por Elaine Rodrigues publicado: 09/05/2018 12h11 última modificação: 09/05/2018 12h11
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Workshop de Pesquisa foi realizado durante três dias, no Ifal Arapiraca

Descoberta, ideia, invenção e inovação – esses são os passos básicos da Pesquisa, um conjunto de atividades que transforma conhecimento, faz parte da nossa vida e contribui para um mundo melhor. O tema foi discutido no Ifal Arapiraca durante o II Workshop de Iniciação à Pesquisa e Inovação. O evento mostrou as etapas a percorrer para apresentar um projeto de pesquisa no edital do instituto, que deve sair até sexta-feira, dia 11. 

A abertura do evento foi realizada pelo professor Carlos Henrique Almeida Alves, do Ifal Maceió, que passou sete anos na Pró-Reitoria de Pesquisa do Ifal. Ele abordou o que é Pesquisa e o que é ser pesquisador. Professor Carlos Henrique, na palestra de abertura

Veja a entrevista com ele aqui!

Experiências com a Pesquisa

Ismair Oliveira contou as experiências com a PesquisaDurante todo o evento, um ex-aluno do Ifal Arapiraca e diversos professores contaram experiências exitosas na área da Pesquisa. O ex-aluno é Ismair Oliveira, que saiu da zona rural de São Sebastião para viajar pelo Brasil e por outros países para apresentar a pesquisa feita na área de Filosofia, com a orientação da professora Ellen Ramalho. Os trabalhos começaram ainda no primeiro ano e Ismair chegou ao evento considerado o topo da Pesquisa no mundo, a Expo Milset Mundial, que aconteceu em Bruxelas, em 2015. 

“É difícil, mas não impossível. Temos que mudar a realidade e todas as fases da Pesquisa requerem que o aluno seja autônomo, crítico e reflexivo. A partir da Pesquisa eu pude evoluir. Se eu sou a pessoa que sou hoje em relação à Pesquisa, eu devo muito ao Ifal”, garantiu Ismair, que hoje é acadêmico em Medicina na Uncisal e ainda atua com a Pesquisa na graduação. Workshop de Pesquisa foi realizado durante três dias, no Ifal Arapiraca

O Workshop também abriu espaço para que professores contassem as experiências na área. Participaram das discussões os professores Ana Catarina Cunha, Augusto César de Oliveira, Ellen Ramalho e Felipe Lopes. “Toda pesquisa é um risco, quem quer ser pesquisador tem que ser também aventureiro porque a gente não sabe onde quer chegar”, alertou a professora Ellen.

Possibilidades de Pesquisa

Patrick Brito contou as experiências com o projeto FalibrasEm relação à modelagem de sistemas, o evento contou com os relatos dos professores Elthon Oliveira, Patrick Brito e Bruno Rafael Souza. Os dois últimos apresentaram o projeto Falibras, que tem o objetivo de promover a inclusão da pessoa surda com a ajuda da Informática, através de um tradutor. O projeto nasceu em 2001, durante a graduação de Patrick e está em fase experimental. “Acreditamos na Educação bilíngue. Só vai acontecer uma verdadeira inclusão com a Educação bilíngue”, ressaltou Patrick, acrescentando que o projeto também inclui jogos, para facilitar o aprendizado.

O passo a passo da Pesquisa

Daniele Gomes falou sobre propriedade intelectual e inovaçãoNa palestra sobre propriedade intelectual e inovação, a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica do Ifal, Daniele Gomes, explicou que a descoberta se dá quando alguém percebe algo que já está na natureza. Depois da descoberta nasce a ideia, que gera a invenção - algo inédito, original. A invenção pode ser patenteada, mas pode não gerar lucro. O lucro só existe quando a invenção se transforma em inovação, quando ela vai possuir aplicabilidade industrial e segue para o mercado.

Mas para que a Pesquisa se torne inovação, é necessário começar com a definição de um tema. Depois, vem a busca pelo orientador e a elaboração de um projeto.

Workshop de Pesquisa foi realizado durante três dias, no Ifal ArapiracaOs professores Wellington Barbosa, Adriana Santana, Sandra Lima e Josy Belar ministraram uma oficina mostrando como elaborar o projeto de Pesquisa. Os professores Waléria Ferreira e Jean de Oliveira orientaram os alunos sobre os cuidados necessários com as normas da ABNT. Ainda durante o evento, duas ferramentas importantes foram apresentadas - a LaTex, utilizado para a edição de textos científicos e a Mendeley, para gerenciamento de citações e referências bibliográficas. As explicações foram dadas pelos professores Emerson Magalhães, Matheus de Melo e Fred Nogueira.

Workshop de Pesquisa foi realizado durante três dias, no Ifal ArapiracaAinda foram dadas noções de projetos e negócios sociais, com Thiago Silva, também conhecido como Mochileiro da Educação, foi ministrado um minicurso de Estatística, pelo professor Diogo Meurer. O docente Henrick Ramalho falou sobre a aquisição de dados para a Leitura de Parâmetros; o professor Cleber Nauber dos Santos apresentou a nova plataforma de submissão dos projetos de pesquisa, a Urupemba; a professora Taciana dos Santos explicou como analisar editais de fomento e identificar oportunidades; os professores Wellington Barbosa, Adriana de Souza, Jean de Oliveira e Waléria Ferreira realizaram um ciclo de debates sobre a Pesquisa em Linguagem e Práticas Sociais; e o evento também contou com a participação do Grupo de Estudos, Arte e Interatividade, que integra o projeto de Extensão ArtIfal.

Fábio Ribeiro durante a abertura do evento“A pesquisa no nosso campus está só começando. Esse é o segundo evento, mas, com certeza, vocês terão participação na história da Pesquisa. Nós precisamos rever nossas fronteiras a cada dia, sempre podemos ir mais longe”, afirmou Fábio, incentivando alunos e servidores. Augusto César durante a abertura do evento

E outro incentivo é o edital de Pesquisa do Ifal, que deve ser divulgado até sexta-feira, dia 11. "O evento foi bastante proveitoso e vai ser importante porque vai nortear os alunos que vão participar do edital, que está próximo. Principalmente porque vai dar mais qualidade aos trabalhos que vão concorrer no edital. Mas foi proveitoso também porque a gente conseguiu ver que teve uma aproximação mais aguerrida dos alunos à Pesquisa", finalizou o professor Augusto César, que também é coordenador da Pesquisa no campus.