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Assistência Estudantil e Neabi realizam campanha nas redes sociais sobre violência contra mulheres

Ações do Agosto Lilás incluem publicação de material sobre Lei Maria da Penha, dicas de filmes e lives no Instagram.
por Lidiane Neves publicado: 06/08/2020 14h06, última modificação: 06/08/2020 14h26

No mês em que a Lei Maria da Penha completa 14 anos, o Ifal Penedo adere à Campanha Agosto Lilás e realiza, a partir desta quinta-feira (6), uma série de ações nas redes sociais voltadas para o tema da violência contra mulheres. A iniciativa é da equipe de Assistência Estudantil em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do campus. As ações incluem publicação de material informativo sobre a referida lei, dicas de filmes, séries e livros que falam sobre relações abusivas e lives nos perfis de Instagram dos dois setores: @ae.ifalpenedo e @neabi_ifal.penedo.

Decidimos trabalhar o mês inteiro, escolhendo a quinta-feira como o dia para alimentar nossas redes com esse material e realizar os encontros ao vivo com convidadas externas”, informa a assistente social do Ifal Penedo, Kamilla Duarte. A proposta é dar visibilidade e dialogar com a comunidade interna e sociedade em geral a respeito do problema, que atinge inúmeras mulheres e que se enquadra como crime e grave violação de direitos humanos. “Ao socializar informação e conhecimento, pretendemos também incentivar pessoas que sejam vítimas ou que conhecem alguma vítima a denunciar, a procurar a rede de apoio e serviços para que essas mulheres possam romper o ciclo de violência”, ressalta a servidora que integra a equipe de Assistência Estudantil.

Neste primeiro dia da sequência de ações programadas, o material publicado aborda os diferentes tipos de violência contra a mulher. “A sociedade tende a dar mais visibilidade aos casos de agressões físicas e a gente sabe que há as outras violências que ocorrem de forma velada, como a violência moral, sexual, patrimonial e, principalmente, a psicológica, que é silenciosa”, detalha Kamilla. Ela acrescenta que, apesar de ser um problema social, a violência doméstica, responsável pela grande maioria dos casos denunciados, infelizmente é ainda tratada como algo privado a ser resolvido no âmbito intrafamiliar.

Na próxima quinta-feira (13), já está confirmada para as 18h uma live com a pesquisadora Larissa Velasquez de Sousa. A convidada é professora de História, educadora popular e mestre em História das Ciências e da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O tema da violência contra a mulher é trabalhado em sua tese de doutorado em andamento e ela vai abordá-lo trazendo alguns dados do Rio de Janeiro, local da pesquisa. “Estamos também articulando uma segunda live com uma pessoa de uma ONG de Maceió para trazer dados da realidade de Alagoas em relação às situações de violência e também como as pessoas podem procurar ajuda. Esse segundo diálogo ao vivo terá como foco trabalhar a rede de nosso estado”, explica a assistente social.

De acordo com a servidora, apesar de a Lei Maria da Penha estar completando 14 anos, o machismo que alimenta a cultura da violência de gênero se faz ainda muito presente e segue vitimando milhares de brasileiras dentro de suas próprias casas. “Agora mesmo na pandemia, dados estaduais apontam que houve crescimento do número de mulheres atendidas nos centros especializados. Então, a gente precisa discutir até que ponto a casa é um lugar seguro para a mulher, nesse momento em que a orientação é de isolamento social”, destacou.

Kamilla avalia que, nesse período de quarentena, muitas mulheres estão desprotegidas e muito mais vulneráveis, estando presas e sem poder recorrer a ninguém. “Então, a gente precisa realmente discutir, dar visibilidade ao tema, fazer esse tipo de provocação e de encorajamento para que realmente busquem ajuda. No caso de pessoas de nossa instituição, estudantes do campus, podem inclusive nos procurar para que possamos acolher a demanda e dar os encaminhamentos devidos”, finaliza a servidora.